A APS – Associação Portuguesa de Seguradores divulgou a origem e destino dado aos valores que as suas associadas recebem dos segurados. Usando o caso de 2018, em que foram faturados cerca de 13,5 mil pelas companhias de seguros, esses valores foram repartidos por diferentes stakeholders ficando o Estado, sob as suas mais diversas formas, com mais de 800 milhões de euros coletados através de impostos e taxas.
Os segurados Vida contribuem com 60% para as receitas (8,1 mil milhões de euros) enquanto as apólices Não Vida pagam 4,8 mil milhões de euros (35,5%). Nestas entradas o Estado acaba por receber 4,5% do total, um valor de 600 milhões de euros.
Os sinistros, seus custos e as provisões para eles são a grande despesa das seguradoras, tendo as indemnizações custado às companhias 7,7 mil milhões relativo a seguros de Vida e 3,3 mil milhões para seguros Não Vida.
A diferença divide-se pela sociedade de modos diferentes. Os mediadores, profissão essencial ao bom funcionamento e à eficiência do setor, recebem 700 milhões de euros (5,2% do total) em comissões. Os trabalhadores das seguradoras recebem 500 milhões de euros (3,7%), tanto quanto recebem os acionistas que arriscam os seus investimentos.
O restante recebe o Estado, um valor de cerca de 200 milhões a adicionar aos iniciais 600 milhões o que dá um total de 800 milhões, ou seja, 6% do valor movimentado anualmente pelas seguradoras.
Fonte: https://eco.sapo.pt/2019/09/03/estado-recebeu-14-mil-milhoes-dos-seguros-pagos-em-2018/



