Cibersegurança é o próximo grande desafio
31 Out. 2017

Na 3ª conferência organizada pelo Expresso e pela Tranquilidade/Açoreana, o debate foi sobre os ciberataques e a protecção de dados. Porque os riscos são muito maiores do que se pensa.

Ciberterrorismo, ciberataques, “ransomware” ou “phishing” são realidades cada vez mais comuns no dia a dia das empresas e, por isso, uma oportunidade para as companhias de seguros que, cada vez mais, começam a ser procuradas para ajudar na proteção de dados, na recuperação de informação e na gestão das consequências em caso de ataque. Mas são também um desafio, porque são processos novos com os quais ainda se está a aprender a lidar.

Esta foi uma das principais conclusões da 3ª conferência organizada pelo Expresso e pela Tranquilidade/Açoreana, que decorreu esta quarta-feira de manhã na Pousada do Freixo, no Porto, e onde ficou claro que ainda há muito a fazer nesse sentido.

“Estamos num ambiente de grande incerteza e é preciso ir evoluindo e ajustando as soluções à medida que formos aprendendo mais sobre o tema”, disse Nuno Clemente, um dos elementos do conselho de administração da Tranquilidade/Açoreana, companhia que já desenhou uma apólice de ciberriscos para grandes e Pequenas e Médias Empresas (PME). Trata-se de uma apólice que, para as grandes empresas, será feita à medida, e que para as PME será uma espécie de produto chave na mão que cobrirá até 250 postos de trabalho informatizados e com um tecto máximo de 1,2 milhões de euros. Contudo, repara Nuno Clemente, neste momento a companhia de seguros apenas aceita empresas que subscrevam primeiro uma apólice de prevenção de ciberriscos.

Porque, e todos os oradores no debate concordaram com isso, a melhor forma de combater os ciberataques é começar pela prevenção. E também nisso ainda há muito a fazer, porque muitas empresas não estão cientes de que necessitam de fazer essa prevenção e de que precisam de investir para se proteger de um ataque destes.

“Um estudo recente indicou que o primeiro motivo para uma empresa comprar uma apólice de ciberrisco foi porque ouviram nos media que tinha havido um ataque, não por considerarem que a sua empresa pudesse estar em risco”, acrescentou Nuno Clemente.

De facto, segundo um estudo realizado pela consultora EY, “44% das empresas inquiridas não tinham ainda uma equipa dedicada a avaliar ataques destes”, disse Owen Purcell, um dos responsáveis em aconselhamento em ciberinteligência e o orador principal da conferência desta manhã. E “62% disse que não investirá mais depois de um ataque”, acrescentou. “É uma estratégia desastrosa não o fazer, principalmente com a nova regulamentação europeia que aí vem”, disse ainda. E também pelo facto destes ataques serem cada vez maiores em número e em severidade, realçou Nuno Clemente.

Aliás, disse Benjamin Marbouef, da Natixis Banking, hoje em dia “a questão não é se seremos atacados, mas quando”.

É por isso que, a sensibilização junto das empresas é muito importante. “Na Nova Information Management School (IMS) [a faculdade da Universidade Nova de Lisboa especializada em estatística e análise de dados] são leccionadas questões de protecção de dados nas licenciaturas, mas também temos formação para gestores. Porque isto não é um problema só dos informáticos, mas de todos nós”, comentou o professor Jorge Carrola Rodrigues.

 

Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/2017-10-11-Ciberseguranca-e-o-proximo-grande-desafio

Capoulas Santos diz que sistema de seguros português vai ter de incluir a Seca
23 Out. 2017

Por causa da seca, o ministro da Agricultura está no Luxemburgo para pedir novas ajudas para a pecuária. Uma posição que pode ter o apoio de outros países do sul da Europa , desde logo Espanha que vive uma crise semelhante.

Capoulas Santos assume o que o país está a viver uma situação dramática e adianta que vai introduzir a seca no sistema de seguros português.

Seguradoras vão deixar de cobrir navios envolvidos em pesca ilegal
16 Out. 2017

Algumas das principais seguradoras internacionais anunciaram que vão deixar de segurar navios envolvidos de forma sistemática em pesca ilegal, como forma de combater uma prática destrutiva de ecossistemas marinhos.

A Allianz Global Corporate & Specialty, AXA, Generali, Hanseatic Underwriters e a The Shipowners' Club lideraram a que é a primeira declaração do setor dos seguros dirigida à utilização sustentável dos recursos marinhos, anunciada durante a conferência Our Ocean 2017, que decorre em Malta, organizada pela União Europeia.

A declaração, que já foi assinada por 20 empresas, enuncia o compromisso das seguradoras de "não fazer seguros de navios sobre os quais haja conhecimento de envolvimento sistemático em 'pesca pirata', também conhecida como Pesca Ilegal, Não-declarada e Não-regulada" (Pesca IUU, na sigla em inglês).

"Hoje dá-se um grande passo com o compromisso das principais seguradoras em recusarem suporte financeiro à pesca pirata. Apelamos para que outras seguradoras afirmem a sua responsabilidade social e liderança na sustentabilidade juntando-se à luta contra a pesca IUU", disse o diretor executivo da organização ambientalista dedicada ao ambiente marinho Oceana Europe, Lasse Gustavsson. A Oceana foi uma das organizações que liderou campanhas que levaram à tomada de posição das seguradoras.

A tomada de posição pelas seguradoras é também enquadrada pela iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Ambiente Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI, na sigla em inglês).

A PSI foi lançada em 2012 durante a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável Rio+20 no Rio de Janeiro e é a principal iniciativa de colaboração entre as Nações Unidas e o setor dos seguros.

 

Fonte: https://www.jn.pt/mundo/interior/oceanos-seguradoras-vao-deixar-de-cobrir-navios-envolvidos-em-pesca-ilegal-8823593.html

SGS Desenvolve Formação Sobre Seguros e Peritagens Automóvel para Oficinas
09 Out. 2017

A SGS vai realizar em Lisboa e Porto, em outubro próximo, um curso de seguros e peritagens automóvel destinados às oficinas de automóveis.

Este curso permite uma melhor interacção das oficinas com peritos e seguradoras através do conhecimento dos deveres e direitos de lesados, oficinas e seguradoras em sinistros automóvel.

Os cursos vão decorrer no Porto dias 16 e 17 de outubro e em Lisboa a 23 e 24 de outubro, sendo essencialmente destinado a orçamentistas e candidatos a orçamentistas, gestores de oficinas e gestores de frota.

O programa incide sobre os seguintes assuntos:

  • O Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel
  • Decreto Lei 291/2007 regulador dos sinistros automóvel nos seguros
  • Prazos legais
  • Direcção efectiva de reparação
  • Veículos de substituição e paralisações
  • Peritagens
  • Garantias
  • Perdas Totais
  • Tipos e Obrigações legais
  • Veículos antigos e clássicos
  • Definições e classes de acidentes de tráfego
  • Softwares de orçamentação Audatex e Eurotax
  • Ler o Relatório de Peritagem
  • Convenções IDS e CIDS
  • Tabela Prática de Responsabilidades
  • Fraude no ramo automóvel
  • Negociação e resolução de conflitos
  • Qualidade e tipos de peças
  • Reparação versus substituição
  • Desvalorizações de peças
  • Avaliação de veículos – Valor Venal
  • Desgaste de pneus, implicações legais e consequências

Mais informações em www.sgsacademy.pt

Fonte: https://posvenda.pt/sgs-desenvolve-formacao-seguros-peritagens-automovel-oficinas/

 

Seguros encontraram surpresas em Pedrógão
02 Out. 2017

Dos 2,5 milhões de euros reunidos pelas seguradoras para doar às vítimas do fogo, foram entregues mais de 1,8.

A direção da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) reuniu-se dois dias após o incêndio ter deflagrado no concelho de Pedrógão Grande, percebeu o carácter excecional da situação e avançou com a criação de um fundo solidário, solução inédita do sector no país. Dos 72 associados, apenas três não participaram por já terem integrados outros movimentos de solidariedade. Juntaram 2,5 milhões de euros para serem entregues aos familiares das vítimas mortais e feridos graves e muito graves e a única exigência foi de que a distribuição teria de ser célere. “Percebemos que havia um grande número de famílias destroçadas e que, com a nossa experiência, poderíamos ajudar”, afirma José Galamba de Oliveira, presidente da APS.

Em menos de dois meses foram analisados e encerrados 56 dos 65 processos relativos às vítimas mortais e o dinheiro entregue às famílias. A associação nunca entrou na discussão sobre vítimas diretas ou indiretas e a experiência do sector facilitou o processo. Assim, depois de 20 dias para estabelecer os critérios da distribuição, foram enviadas equipas multidisciplinares para o terreno, entre 15 de julho e 7 de setembro, para contactar as pessoas afetadas e verificar os laços familiares.Por trás do estabelecimento dos critérios de distribuição do dinheiro doado esteve o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Pedro Romano Martinez, convidado pela APS.

Decidiu-se que a solução encontrada na tragédia de Entre-os-Rios era um exemplo a não seguir porque, naquele caso, a Procuradoria-Geral da República decidiu que o valor a entregar seria idêntico a todas as vítimas, independentemente das dificuldades de cada família. “Desta vez considerámos que era necessário faze algumas ponderações, tendo em conta, em primeiro lugar, a situação das pessoas no pós-incêndio, sem pretender igualizar”, explica Romano Martinez. Mas foi no momento de aplicar as regras do Direito de Família e as regras sucessórias que as equipas encontraram algumas surpresas. “Por vezes, o verificado não correspondia ao padrão tradicional, daí as nossa preocupação de, sem pôr em causa as regras que nos servem de referência, perceber a realidade dos laços familiares”, conclui.

“O contexto social onde ocorreu o incêndio não assentava no modelo clássico. Encontramos várias situações de mais do que um casamento, filhos de pais diferentes, casos em que havia casamento e união de facto, em simultâneo e em diferido, uniões de facto muito curtas, crianças que nasciam em situações familiares não tradicionais... Para mim foi uma surpresa”, afirma Pedro Romano Martinez. Daí ter sido necessário proceder a uma análise complexa, que só foi possível depois da disponibilização da lista oficial de mortos após o diretor da Faculdade de Direito ter escrito à ministra da Justiça.

No total, 82 pessoas beneficiaram do fundo, dos quais 39 filhos de vítimas mortais, sendo cinco menores, que receberão o dinheiro mensalmente até completarem 25 anos. Foram beneficiados ainda 11 cônjuges ou pessoas vivendo em uniões de facto, 22 ascendentes e dez irmãos. Também 14 feridos graves e muito graves foram sinalizados para receber o apoio e já foi feito inclusive um adiantamento para um doente ainda internado, dada a situação de carência da família.

Em paralelo com a doação, seguiu o trabalho das seguradoras. Foram acionados seguros relativos a 320 casas afetadas pelo incêndio, num total de 2,6 milhões de euros, a que se devem acrescentar um milhão para os danos pessoais e 180 mil euros em indemnizações para os veículos.

Cristiana Martins

Fonte: Expresso - 23-09-2017

Rent-a-car com regras mais transparentes a nível europeu
25 Set. 2017

António, residente em Monção, alugou um automóvel para as férias no Algarve com a família. No final, quando entregou a viatura, a empresa debitou-lhe 400 euros relativo a uma mossa num dos guarda-lamas que João afirma não ter feito.
Aliás, a empresa quando lhe entregou o carro não procedeu a uma vistoria ao estado da viatura, o que apenas fez quando João devolveu o automóvel, pelo que é legítimo João pensar que a mossa já lá estava.

O aluguer de carro sem condutor (vulgarmente rent-a-car) tem sido alvo de muitas reclamações por parte dos consumidores europeus. Muitos consumidores recorrem a esta modalidade de mobilidade seja em férias, seja, por exemplo, na sequência de um acidente automóvel. Quando consultam o preçário das empresas, ou os seus sítios eletrónicos na internet, são atraídos por preços e condições que depois, na prática não se verificam. Na realidade, o preço baixo anunciado raramente é praticado e o consumidor é frequentemente confrontado com uma fatura com valores muito diferentes dos que esperava, seja por causa do seguro que não estava incluído, ou do combustível ou da via verde, ou de outros como o caso de João.

A Comissão Europeia, consciente desta situação tem vindo a trabalhar com as cinco principais empresas europeias do setor (Avis, Europcar, Enterprise, Hertz e Sixt), tendo chegado recentemente a um acordo com as mesmas, visando conferir transparência na relação das empresas com os consumidores.

As principais novidades deste acordo são as seguintes:

O preço total da reserva inclui todas as despesas obrigatórias.

Serviços de aluguer principais descritos em linguagem simples. Os consumidores passarão a obter informações claras acerca das principais características do aluguer (quilometragem incluída, política de combustíveis, política de cancelamento, requisitos de depósito, etc.).

Informações claras sobre seguros adicionais. Os consumidores obterão os preços e pormenores dos elementos opcionais do contrato, em especial os seguros que reduzem a franquia a pagar em caso de danos. O que é coberto pelo seguro no preço de base do aluguer e por qualquer seguro adicional deve ser claramente indicado antes de o consumidor assinar o contrato.

Política de combustíveis transparente. Os consumidores terão sempre a opção de levantar o carro com o depósito cheio e de o devolver nas mesmas condições.

No que se refere aos danos provocados às viaturas:

Procedimento claro de inspeção dos veículos.
Os consumidores obterão os motivos e as provas de eventuais danos, antes de procederem ao pagamento.

Processos equitativos de tratamento dos danos. Os consumidores terão oportunidade de contestar os danos antes de fazer qualquer pagamento.

Assim, com as novas regras, João deveria ter sido claramente informado daquilo que está coberto pelo serviço de aluguer de base, especialmente os danos não cobertos ou não abrangidos pela franquia. Além disso, a empresa de aluguer de automóveis teria de apresentar a João a fatura da reparação ou uma estimativa razoável do custo da reparação, antes de lhe cobrar a reparação.

Fernando Viana

Fonte: Diário do Minho, 03-09-2017

Onze Acidentes por Dia Sem Seguro
18 Set. 2017

O Fundo de Garantia Automóvel recebeu 2007 participações de acidentes com automóveis sem seguro nos primeiros seis meses deste ano, o equivalente a uma média de onze sinistros por dia. Trata-se, segundo a instituição, do "mesmo número verificado em igual período de 2016".

O fundo, que é gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, pagou cerca de 7,6 milhões de euros em indemnizações nos seis primeiros meses deste ano, de acordo com os dados divulgados pela entidade reguladora do setor segurador. Foram mais 556 mil euros do que no mesmo período, o que representa um aumento de oito por cento nas compensações pagas.

Apesar de pagar as indemnizações, o fundo exige o reembolso dos montantes despendidos aos responsáveis envolvidos nos acidentes sem seguro. Nesse sentido, recuperou 1,3 milhões de euros em reembolsos, mais 18% do que no mesmo período de 2016, ainda de acordo com as estatísticas agora divulgadas.

Este fundo paga indemnizações devidas por acidentes de viação envolvendo automóveis sem seguro ou responsáveis desconhecidos.

No ano passado foram participados 3903 acidentes, 3412 dos quais ocorreram no território do continente, 88 na Madeira, 44 nos Açores e 359 no restante Espaço Económico Europeu. A colisão e o choque entre veículos representaram 80% dos acidentes participados: 3119 registos.

Segundo o relatório anual de 2016, foram registados 235 acidentes causados por responsável desconhecido (mais 36% dogue em 2015), dos quais resultaram oito mortes.

O fundo garante indemnizações a lesados por danos corporais até aos cinco milhões de euros e, no caso de danos materiais, até um milhão de euros.

Em termos globais, os acidentes custaram às seguradoras 551 milhões até junho. Segundo as contas da supervisora, foram gastos mais 18,8 milhões do que em igual período de 2016. No que toca aos prémios pagos no 1º semestre, o ramo automóvel teve um aumento de 5,4%.

Raquel Oliveira
Fonte: edição impressa do Correio da Manhã (06-09-2017)

Imagens 3D ajudam seguradoras a avaliar desastres
13 Set. 2017

Numa altura em que o planeta sofre as consequências de fenómenos naturais como os furacões Harvey e Irma, o National Insurance Crime Bureau dos Estados Unidos da América (NICB) desenvolveu uma tecnologia que permite recolher imagens dos desastres em alta definição. As imagens são, depois, usadas para construir dados em 3D.

De acordo com um vídeo do The Wall Street Journal, as estruturas em 3D permitem perceber os estragos provocados pelos furacões e acelerar o processo de decisão por parte das seguradoras. Isto mudará a forma como as empresas respondem a catástrofes, no futuro: mais eficientes e mais baseadas em tecnologia , afirma Roger Morris, Chief Communication Officer do NCIB.

http://executivedigest.pt/executive-digest/noticias/2017/09/11/imagens-3d-ajudam-seguradoras-a-avaliar-desastres/

Carros sem condutor revolucionam seguros
07 Ago. 2017

“A chegada dos carros sem condutor e ligados à internet vai ter grande impacto no negócio das seguros porque podem surgir outros atores, por exemplo operadores de telecomunicações ou empresas de serviços (uti/ities), que podem fazer apólices de acordo com o comportamento dos condutores”, afirma Gionata Tedeschi, responsável pela estratégia digital da Accenture para a Europa, Africa e América Latina (EALA).


Uma mudança que pode ter impacto no esbatimento das fronteiras entre os competidores tradicionais e no aparecimento de novos concorrentes. “Os carros conectados terão impacto nas cidades inteligentes e ao aparecimento de competidores over the top como a Google. Por exemplo, a Apple já está a pensar no automóvel como uma extensão do iPhone”, refere este especialista da Accenture que esteve recentemente em Portugal para participar como orador do Fórum Expresso XXI.


“Estamos no meio de uma mudança radical. Só as empresas mais ágeis e flexíveis que fizeram a transformação digital vão sobreviver”, considera Gionata Tedeschi. “O processo de transformação digital das empresas deve ser como quem viaja numa autoestrada: a passagem deve ser eficaz e rápida. Se formos por atalhos o mais certo é não chegarmos a tempo”, defende. “De igual modo, as empresas que querem colher os benefícios da revolução digital devem avançar de forma decidida para evitar que os atalhos dos sistemas de informação legados (a velha informática) impeçam que essa transformação se faça”, acrescenta este especialista.


Por isso, não surpreende que este exigente processo de transformação digital na Europa esteja a acontecer a diferentes velocidades, consoante os países e sectores de atividade. Mesmo assim, Gionata Tedeschi constata que no último ano na Europa e regista um aumento de velocidade de adoção da tecnologia digital em muitas empresas. “Nota-se que estão a fazer um esforço de preparação e a ganhar agilidade”, defende, por haver maior consciência dos impactos positivos para o desempenho do negócio. Um estudo recente da Accenture indica que a utilização das tecnologias poderá gerar um aumento de 2 mil milhões de dólares na economia mundial até 2020.


Mas o processo de transformação para o digital é “exigente” e implica “mudar a mentaI dade dos executivos de topo e dos trabalhadores”. “Temos feito inquéritos sobre a atitude dos trabalhadores nesta matéria e constata-se que a perceção em relação ao impacto da tecnologia na flexibilidade da empresa é agora mais positiva”, observa Gionata Tedeschi.


Para que o processo de digitalização possa avançar em velocidade de cruzeiro, este responsável da Accenture defende como boa solução a criação da função de CDO (Chief Digital Offlcer) com “poderes para fazer a ponte e ser um catalisador para ativar a jornada de digitalização”. Mas, adverte, “o cargo de CDO não assegura só por si que a transformação digital seja um sucesso”.


Gionata Tedeschi identifica três passos fundamentais para uma organi2ação se tornar digital. “Além de um modelo de governação e o envolvimento da gestão de topo, deve ser criado um motor de transição dos sistemas legados para o mundo digital”. Em terceiro lugar,
este especialista diz que deve ser criado na empresa “um farol de inovação que faça um varrimento constante do que está a acontecer no exterior”. Dá como exemplos, “a aposta na inovação aberta” e “na colaboração com startups e universidades, de forma a envolver talento a pedido e a estar focada em projetos”. “A transição dos sistemas legados para o digital passa por este ecossistema exterior”, sublinha Gionata Tedeschi.

Experiência ajuda

Por outro lado, os projetos de transformação digital são complexos e implicam investimento. “E necessário ter orçamento para formar e recrutar talento (incluindo quadros seniores) de várias disciplinas”, diz o diretor geral de estratégia da Accenture. “E preciso ter um efeito combinatário entre novas tecnologias e gestores seniores que saibam combinar diferentes disciplinas”, recomenda Gionata Tedeschi. E dá um exemplo concreto na área da distribuição. “Se combinarmos no mesmo projeto as tecnologias de internet das coisas e de blockchain podemos passar a ter contratos inteligentes, em que há informação em tempo real sobre os bens que foram entregues ao cliente e os pagamentos que já foram feitos, controlo de qualidade, etc. Estamos a falar de um projeto complexo que exige competências multidisciplinares e também o envolvimento de várias funções da empresa envolvidas na cadeia de valor (comerciais, apoio ao cliente, finanças, aprovisionamento...)”.


Qual é o papel de um país como Portugal? “E importante que o Governo, as universidades e as empresas estejam focados em fazer parte desta jornada. Portugal deve passar de exportador a importador de talento”, defende Gionata Tedeschi.


Para as pequenas e médias empresas (PME) a transformação digital e a indústria 4.0 podem ser paradoxalmente uma ameaça e uma enorme oportunidade. “As PME podem estar ameaçadas se não se adaptarem e não agirem, mas podem beneficiar das oportunidades que as empresas plataforma e o comércio eletrónico lhes proporcionam. Quem não aproveitar as oportunidades do mercado global, alguém o vai fazer. Quem não agir, perde”, alerta Gionata Tedeschi.

João Ramos (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Fonte: Expresso Economia - 29-07-2017

Campos de férias: o que cobre o seguro
31 Jul. 2017

Todas as atividades devem estar cobertas por um seguro de acidentes pessoais. Em caso de sinistro, as despesas são apresentadas à entidade que gere o campo.

Os campos de férias organizados para acolher jovens dos 6 aos 18 anos são obrigados a contratar um seguro de acidentes pessoais que cubra todas as atividades praticadas durante a estadia. Mesmo que o campo promova atividades radicais, que tipicamente são excluídas por estes seguros, desde que sejam praticadas no contexto das férias contratadas pelos pais, estão automaticamente cobertas pelo seguro.

Em caso de acidente, o seguro de acidentes pessoais dos campos de férias garante o pagamento das despesas de tratamento das crianças ou jovens, até ao limite de 5 570 euros. Já nos casos mais graves, em que o acidente provoca a invalidez permanente da criança, está previsto o pagamento de uma indemnização à família no valor de € 44 560, correspondendo a 80 remunerações mínimas nacionais. Na invalidez parcial, a indemnização é proporcional à percentagem de incapacidade.

Se do acidente resultar a morte de crianças maiores de 14 anos, o seguro paga uma indemnização no valor de 44 560 euros. Por lei, os seguros não podem pagar indemnizações por morte de menores de 14 anos.

Antes da inscrição, apure os procedimentos do campo de férias em caso de acidente, nomeadamente sobre o centro de saúde ou hospital a que poderão recorrer em situações de emergência. Todos os assuntos relacionados com o pagamento de despesas por acidente devem ser sempre tratados com a organização do campo de férias e nunca diretamente com a seguradora.

Fonte: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/bebes-criancas/noticias/campos-de-ferias-o-que-cobre-o-seguro#

banner ciclistas
 

Contactos

Rua da Carreira, nº 63, 3º N
9000-042 Funchal
Madeira

Telemóvel: 968 533 599
E-mails:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Skype: anunes-seguros

bottom 14